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"theme by late-to-write details of; canceriangirl; b-reakable; im-mutable and sk8er-girl."
Ele lhe dera as mais belas páginas de sua vida.
A menina que roubava livros  
Posted 29 May 2012, 3 days ago | 2,898 notes | reblog this post
(originally trechosdoslivros / via re-novada)
Posted 26 May 2012, 6 days ago | 1,719 notes | reblog this post
(originally fassyy / via viciante-como-drogas)
Posted 26 May 2012, 6 days ago | 59,710 notes | reblog this post
(originally umapequenapoeta / via umapequenapoeta)
Guarde nossas maravilhosas lembranças, mas, por favor, não tenha medo de construir mais algumas.
Ps. Eu te amo   
Posted 24 May 2012, 1 week ago | 17,122 notes | reblog this post
(originally trecho-de-livros / via su4)
Posted 24 May 2012, 1 week ago | 1,559 notes | reblog this post
(originally justherguy / via memoriescanfade)
Posted 22 May 2012, 1 week ago | 198 notes | reblog this post
(originally cou-ples / via umavidasemasua)
Querido John,
Estou escrevendo esta carta, e eu estou sofrendo porque não sei dizer o que estou prestes a dizer. Parte de mim gostaria que você estivesse aqui agora para que eu pudesse fazer isso em pessoa, mas nós dois sabemos que é impossível. Então aqui estou, escolhendo as palavras, com lágrimas no rosto e com esperanças de que você, de alguma maneira, me perdoe pelo que vou escrever. Nós vivemos algo maravihoso e quero que você nunca se esqueça disso. Você é raro e lindo John. Eu me apaixonei por você, mas, acima de tudo, conhecer você me fez perceber o que realmente significa o amor verdadeiro. Durante os últimos dois anos e meio, olhei para o céu e a cada lua cheia lembrei tudo o que passamos juntos. Há tantas coisas. Quando fecho os olhos, vejo seu rosto; quando caminho, é quase como se conseguisse sentir sua mão na minha. Essas coisas ainda são reais pra mim, mas aonde uma vez elas trouxeram conforto, hoje provocam dor. De algum modo mesmo amando um ao outro, perdemos a ligação mágica que sempre nos manteve juntos. Não espero que você entenda, mas por tudo que passamos, não posso continuar mentindo para você. Vou entender se você nunca mais quiser falar comigo, assim como vou entender se você disser que me odeia. Mesmo que você não queira ouvir, quero que você saiba que sempre será parte de mim. E não importa o que o futuro traga, você sempre será meu amor verdadeiro, e sei que minha vida é melhor por causa disso.
Sinto muito, Savannah. 
Posted 22 May 2012, 1 week ago | 2,930 notes | reblog this post
(originally segredosdeumpoeta / via free-feelinggs)
Posted 22 May 2012, 1 week ago | 10,812 notes | reblog this post
(originally extinto / via youremyfirework)

… Era um dia frio em Nova York e o encontrei num quarto grande e confortável, todo encapotado e com um cachecol. Ele pediu uma garrafa de vinho tinto e bebeu durante a entrevista. Eu o acompanhei em duas taças, no máximo, e ele tomou o resto. Começamos falando de música, do disco. Até que criei coragem para lhe perguntar como tinha sido sua passagem pelo hospital em Boston. Respondeu:

– Ah, essa doença, estou com essa doença e estou sem saco para tantos exames. Não gosto de hospital e exames.

– Mas você não está afim de saber que doença é essa?

– Não. Estou muito de saco cheio, sem paciência.

– Sem paciência para quê?

– Para essa coisa, essa maldita.

– Mas o que é essa maldita?

Lembro que ele pegou o copo, tomou um belo gole de vinho e disse:

– Olha, escreve aí, a maldita é a aids. Estou com aids e não agüento mais! Não é isso o que vocês querem saber?

Foi um ato dramático, não olhou para mim enquanto falava e nós estávamos sentados lado a lado. E aí me deu um branco, porque eu não estava preparado para que ele falasse, embora tenha ido ao seu encontro exatamente com esse objetivo. Ele continuou:

– Eu não revelei até agora sobre a doença por causa do público.

– Mas o público não ficaria do seu lado?

– Ficaria, mas não do jeito que eu quero, teriam pena de mim.

Comecei a refazer a entrevista inteira, agora considerando a revelação sobre a aids.

– Cazuza, você está tomando uma série de remédios e está bebendo?

– Ah, eu não vou parar de beber por causa disso. Bebo, fumo, faço o que quiser. Vou aproveitar o que tiver de vida.

Nunca mais vi nem falei com Cazuza, me pareceu ter estado com ele apenas para cumprir essa missão. Depois que abriu o coração, a imagem mais marcante que ficou para mim foi quando ofereceu vinho do seu próprio copo para que eu tomasse:

– Não quero que as pessoas fiquem com medo de mim. Você tem medo? Tem coragem de beber do meu copo?

Peguei o copo de sua mão e bebi!”

Entrevista de Cazuza há Zeca Camargo em 1989.
Todos os dias quando acordo, a primeira coisa que faço é sentir a sua falta.
PS. Eu te amo 
Mergulhe no mais profundo oceano
ou flutue na mais alta nuvem.


Eu estou atrás da porta, o corpo revirado, amassado, pequeno, todo dobrado. Sou uma carta gigante, chata, cheia de erros, longa demais, muito complicada. "Chega", alguém, com preguiça de ler sobre o amor ou sem coração para se emocionar com uma carta, disse. E eu virei bolinha de papel. Eu sou uma bolha de detergente, cansei de exterminar os restos e limpar as sujeiras e saí para voar um pouco. Só não fui avisada de minha fragilidade e estourei, para sempre nada, nem cheiro, nem cor, nem transparência, nada. Tudo foi lavado, desinfetado, seco e guardado, a vida continuou e a minha pequena vontade de arrumar a casa nem sequer é mais lembrada.

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